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Cronologia Não oficial

Século XVII

1640/junho - Expulsão dos jesuítas do Colégio São Paulo, que provocou a célebre disputa política entre os membros das famílias Pires, que eram a favor dos jesuítas, e Camargo, detentoras do poder político da Vila de São Paulo. Portugal consegue independência após 60 anos de domínio espanhol, dando início à quarta e última dinastia portuguesa, a dos Bragança. 

1641 - Pedro Taques, líder do partido dos Pires, é assassinado por seu rival Fernão de Camargo em pleno largo da matriz em São Paulo. Este último era irmão, entre outros, de Marcelino de Camargo, o patriarca de Atibaia, e Jerônimo de Camargo, o fundador de Atibaia. A disputa entre as famílias Pires e Camargo teve registro nas atas da Câmara de São Paulo de 1641 até o começo da discussão sobre a elevação de Atibaia à Vila, em 1765. Ou seja, a disputa durou mais de 100 anos.

1652 - Jerônimo de Camargo ocupa o elevado cargo de juiz ordinário em São Paulo, integrando uma câmara sob o domínio dos Camargos. As eleições para juizes ordinários eram trienais. Sua eleição é acusada de fraude e um recurso é apresentado ao ouvidor geral visando impugnar o pleito. Uma nova tragédia envolve as famílias rivais Pires e Camargo. Alberto Pires mata sua esposa, Leonor de Camargo Cabral, e mais um homem. Corre pela vila um boato de que ele havia vingado a morte de Pedro Taques, assassinando sua esposa, uma Camargo que defendia o modo de pensar e agir dos seus. 

1653/maio - João Velho de Azevedo, ouvidor geral da repartição sul, chega à São Paulo com intenção de regularizar a situação política da vila, que se encontrava em estado de precariedade. Ao saber da chegada do ouvidor, Jerônimo de Camargo ausenta-se para lugar ignorado, levando consigo as chaves do Paço. O ouvidor arromba as portas e convoca novas eleições. Desta vez vencem os Pires, que trazem de volta os jesuítas, provavelmente mais como ato de provocação política aos Camargos do que por fé religiosa. Acredita-se que Jerônimo de Camargo tenha fugido para os sertões atibaianos, iniciando a partir daquele ano inúmeras viagens a esta região, até instalar ali sua fazenda. 

1653 a 1660 - O bandeirante Jerônimo de Camargo faz várias entradas pelos sertões, em companhia de seu irmão Marcelino de Camargo, instalando uma fazenda às margens do rio Atubaia, erigindo ali uma capela dedicada a São João Batista (1654 segundo alguns historiadores), iniciando com isso o nascimento da cidade de Atibaia. 

1655 / 24 de novembro - Uma provisão de Dom Jerônimo de Atahide, conde de Atougia, tenta pôr fim à tradicional rivalidade entre as famílias Pires e Camargo, determinando que as câmaras paulistas fossem compostas sempre em igual número entre os Pires e Camargos, mais um neutral.

1664 / abril - Partida de São Paulo rumo ao sertão de Minas, via Juqueri, de uma pequena bandeira comandada pelo sertanista padre Matheus Nunes de Siqueira, o famoso "Calção de Couro". 

1665 / 24 de junho - Data escolhida pela Lei Municipal nº 205 de 02/07/1952 para celebrar o dia da fundação da cidade de Atibaia, pois acredita-se que nesta data o padre Matheus Nunes de Siqueira rezou a primeira missa na capela erigida por Jerônimo de Camargo em sua fazenda, deixando naquela povoação os índios catequizados durante sua bandeira. Esta data, na verdade, foi escolhida pela Câmara Municipal como data de fundação da cidade, por ter sido no ano de 1665 a primeira referência oficial à cidade e o dia 24 de junho, dia de São João Batista, santo padroeiro da capela erigida por Jerônimo de Camargo e, portanto, padroeiro da cidade. 

1665 / 03 de julho - Após seu retorno a São Paulo, o padre Matheus Nunes de Siqueira se apresenta na Câmara de São Paulo a fim de comunicar os acontecimentos decorridos de sua bandeira. Naquela data a Câmara de São Paulo ordena ao padre Matheus: "para que formassem aldeia e estivessem debaixo da jurisdição dos oficiais do conselho com os mais, para servir a Sua Majestade..." os índios guaru - ou guarulhos - que o padre havia conquistado e deixado "... en povoado e termo desta vila na paragen chamada Atubaia e que o reverendo padre entregava o dito gentio, e se lhe formasse aldeia na mesma paragem donde estão". É a primeira referência oficial sobre Atibaia e por ela fica evidente que padre Matheus deixou os índios conquistados em sua bandeira, num "povoado" já existente, o qual, não nos resta dúvida, serem os primórdios da fazenda de Jerônimo de Camargo. 

1666 / 9 de novembro - A Câmara de São Paulo resolve mandar dois oficiais de Justiça à Atibaia para "...ver se estão os índios goaramimis na paragem donde delles tomarão lista o ano passado...". 

1669 / 05 de maio - A câmara paulista manda notificar o capitão da aldeia de Guarulhos, Antônio Lopes de Medeiros para impedir a grande quantidade de índios que estavam se transferindo "...para Caiosara e Atibaia.." 

1679 - Atibaia passa a ser capela curada, isto é, a ter padre próprio. No ano seguinte, é construída por Antônio do Prado da Cunha (genro de Jerônimo de Camargo) uma capela maior em frente à capelinha construída pelo fundador da cidade. 

1680 - O bandeirante Fernão Dias, em sua busca pelas esmeraldas, segundo historiadores modernos, seguiu a rota das Gerais passando por Atibaia. 

1681 / 24 de março - Jerônimo de Camargo hospeda em Atibaia Rodrigo Castel Blanco, que chefiava, por ordem real, a maior e melhor bandeira até então organizada para devassar o sertão mineiro e atingir a cobiçada e lendária Serra das Esmeraldas, seguindo as pegadas de Fernão Dias

1685 / maio - Jerônimo de Camargo faz sua última entrada no sertão, organizando uma bandeira em parceria com Antônio Bueno, Salvador de Oliveira e outros. 

1687 - Jerônimo de Camargo recebe em Atibaia a visita do padre provincial para celebrar missa, ganhando do padre como mimo ao fundador do povoado... "quatro cambadas de peixe salgado e três queijos, no valor de $ 480". É neste ano que se tem a última notícia de Jerônimo de Camargo em Atibaia; sabe-se que mudou-se para Jundiaí, onde foi formar fazenda. Faleceu naquela cidade em princípios de 1707. 

1685 a 1700 - Distribuição das sesmarias (lotes de terras distribuídos pelos donatários das Capitanias para que fossem ocupadas e exploradas) na região de Atibaia. 

1690 - Descoberta de ouro na região de Minas e início do tropeirismo entre São Paulo e Minas Gerais. 

1698 - Início da primeira grande reforma e ampliação da capela construída por Antônio Prado da Cunha (genro de Jerônimo de Camargo). 

1700 - João Lopes de Lima, morador de Atibaia, e seu irmão padre Manoel Lopes, o "Buá", partem de Atibaia e descobrem o ribeirão do Carmo, em Minas. Eram filhos de Barbara Cardoso de Almeida, fundadora de Bom Jesus da Cana Verde, hoje Bom Jesus dos Perdões. 

- Nomeação de João dos Reis Cabral como capitão das ordenanças da freguesia. Era casado com uma das netas de Jerônimo de Camargo.
 

Século XVIII

1701 - Ignora-se a ocasião exata da elevação da capela curada de Atibaia à paróquia e aldeia. Segundo alguns pesquisadores, através de documentos existentes no cartório episcopal, sabe-se que já o era em 1701, todavia, segundo a própria paróquia, a sua criação deu-se em 1719, com a conclusão da Igreja e realização do primeiro ato religioso, graças aos esforços políticos de Antônio Prado da Cunha e Francisco de Camargo Pimentel. 

1713 - Nomeação de Jacinto da Costa como juiz vintenário da freguesia de São João de Atibaia. O juiz de Vintera era a autoridade que resolvia as pequenas lides entre os moradores do povoado.

1719 - Término das obras da primeira grande reforma da capela que deu origem à Igreja Matriz de São João Batista. Algumas anotações trazem o ano de 1744 como início das obras de construção da Igreja Matriz e seu término em 1756. Portanto, segundo estas anotações, a reforma de 1698 a 1719 ainda não tratava-se da Igreja da Matriz e sim a da antiga Capela, construída por Antônio Prado da Cunha que substituiu a original, feita pelo fundador da cidade. 

1719 / 14 de dezembro - Primeiro registro de um ato religioso em Atibaia, um batismo: "aos 14 de dezembro de 1719 batizei e pus os Santos Olhos ao inocente Francisco, filho de Sebastião Pedroso e de Ana Rosa Forão, foram padrinhos Amaro da Silva Alvarenga e Maria Pinto Guedes. - Padre Rabello Barros, coadjutor". 

1728 - Instituição do primeiro estabelecimento comercial da freguesia de Atibaia, era o empório Aguirre, de José de Aguirre do Amaral. 

1730 - Lucas de Siqueira Franco torna-se o primeiro atibaiano nato a ocupar alto cargo na administração da Vila de São Paulo ao ser nomeado Almotacé (uma espécie de fiscal de pesos e medidas), voltando a exercer o mesmo cargo em 1735 e 1743. 

1731 - Nazaré é elevada à freguesia. 

1733 - Estréia na vida pública de Atibaia como capitão, com apenas 23 anos de idade, o futuro capitão-mór Lucas de Siqueira Franco. 

1737 - O bandeirante Bartolomeu Bueno de Siqueira passa por Atibaia. 

1740 - João do Prado Camargo, neto do fundador de Atibaia é nomeado almotacé da câmara paulistana; foi também vereador em 1744 e juiz ordinário em 1750. Em Atibaia foi juiz ordinário em 1777 e 1772. 

1742 - Dois atibaianos integram a câmara paulistana pelo Partido dos Camargo: Lucas de Siqueira Franco e Bartolomeu Corrêa Bueno. 

1746/agosto - O atibaiano Antônio Bueno de Azevedo descobre ouro em Ribeirão Palmital, onde fundou em 13/12/1746 a então aldeia de Santa Luzia, hoje municipio de Lusiânia (GO). Faleceu naquela aldeia em 12/05/1771. 

1747 / 13 de agosto - Atibaia é elevada à freguesia, nascendo portanto o Distrito de São João Batista de Atibaia. 

1749 - Eleição de Lucas de Siqueira Franco para o cargo de juiz ordinário em São Paulo, substituído no ano seguinte por João do Prado Camargo. 

1761 / 15 de fevereiro - Proposta à câmara paulista a elevação de Atibaia à categoria de vila, pelo fazendeiro do bairro Caioçara, Frutuso Furquim de Campos, chefe do partido dos Pires na região atibaiana. A tentativa frustrou-se por falta de apoio dos atibaianos ilustres que pertenciam ao partido dos Camargos, ligados à Atibaia, da câmara paulista, pois, uma vez transformada Atibaia em vila, os partidários dos Camargos se dedicaram à política de sua terra. O partido dos Camargos conseguiu adiar a afetivação da proposta durante quatro anos, alegando pobreza e necessidade de compor politicamente na vila de São Paulo, e o ato de instalação por mais de quatro anos. 

1763 - Início da construção da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, construída e frequentada pelos escravos que não podiam entrar na Igreja da Matriz. Foi terminada por volta de 1778. 

- Desejando formar um povoado em que fosse venerada Nossa Senhora da Conceição, em cumprimento a um voto feito, o atibaiano Antônio Pires Pimentel e sua mulher Dona Ignácia da Silva Pimentel, doaram terreno necessário ao patrimônio e edificação da capela, fundando-se a freguesia de Conceição de Jaguari, situada à margem do ribeirão Tapuchinga ou Canivete (hoje Bragança Paulista).

1765 - D. Luiz Antônio de Souza Botelho, o Morgado de Matheus, assume o governo da Capitania.

26 de janeiro - Depois de anos de esforços por parte do partido dos Pires, o rei de Portugal dá provimento ao requerimento da Câmara paulista, que pedia a elevação da Freguesia de São João Batista de Atibaia à categoria de vila. 

13 de fevereiro - A freguesia de Conceição de Jaguari passa a ser Distrito de Paz; providência que determinou a vinda de inúmeras pessoas de outras partes, formando-se núcleo populoso. 

1766 - O atibaiano Jerônimo de Camargo Pimentel ocupa o cargo de juiz ordinário em São Paulo. Atibaia, neste ano, contava com 515 casas e 1506 pessoas e Jaguari com 309 casas e 1754 pessoas. 

1769 - Três atibaianos faziam parte do comando administrativo de São Paulo: Fernando de Camargo Pimentel e Frutuoso Furquim com juizes ordinários e Antônio Gonçalves da Cunha como vereador.

27 de junho - Oficialização da elevação de Atibaia à categoria de vila, por portaria do capitão geral Morgado de Matheus. A nova vila compreendia na época os hoje municípios de Atibaia, Bragança, Nazaré, Piracaia, Bom Jesus dos Perdões e Jarinu. Até aquela data, Atibaia fora parte do território da vila de São Paulo. O partido dos Camargos e a população não desejavam essa emancipação. Por todos os meios ao seu alcance, Lucas de Siqueira Franco adiara, primeiro, a aprovação da proposta apresentada pelo partido dos Pires por quatro anos. Estes, pelos seus próprios meios, acabaram por conseguir que o requerimento apresentado pela Câmara paulista fosse provido pelo rei, em Portugal. Uma vez dado o provimento pelo rei em 26/01/1765, Lucas de Siqueira Franco conseguiu, usando do seu prestígio político, postergar os atos oficiais da emancipação por mais quatro anos. 

04 e 05 de novembro - Atibaia recebe uma comitiva da vila de São Paulo composta pelo ouvidor, acompanhado pelo juiz ordinário Frutuoso Furquim de Campos, do escrivão Bustamante e dois pagens, para participarem da cerimônia de instalação da nova vila de São João Batista de Atibaya, com o levantamento de Pelourinho, que representava a autonomia municipal. No dia seguinte foi instalada a primeira casa da Câmara e cadeia (atrás da Igreja Matriz de São João Batista, onde hoje é o Edifício Magister), e aí funcionou até 1836, quando foi transferido para o prédio onde hoje funciona o Museu João Batista Conti. Lucas de Siqueira Franco tirou partido da situação e recebeu as autoridades com pompas dignas do próprio rei. As festas e cerimônias de instalação da vila foram coisa nunca vista antes, preparadas especialmente para impressionar as autoridades e desfeitar o partido dos Pires. A presença maciça dos partidários dos Camargos às solenidades oficiais quase sufocou Frutuoso Furquim de Campos. Tão contrariado estava que foi o último a assinar a ata do Auto do Levantamento do Pelourinho quando, por força do cargo de juiz ordinário, deveria ser o segundo, logo após o Ouvidor. 

1770 / 19 de fevereiro - Instalação da primeira Câmara Municipal, formada pelos vereadores João Franco Viegas, Francisco Xavier Cezar e o Capitão André Pereira de Medeiros; nomeados para juízes Antônio Gonçalves da Cunha e o capitão Domingos Leme do Prado, todos partidários dos Pires, nomeados pelo Ouvidor que desprezou as indicações de Lucas de Siqueira Franco. 

01 de abril - Lavrada a primeira escritura da vila no 1º Tabelionato de Notas. 

1771 - Lucas de Siqueira Franco é eleito pela segunda vez vereador à Câmara de São Paulo; não aceitou o cargo devido aos seus muito afazeres em sua terra natal (Atibaia). - Realização das primeiras eleições da nova vila, sob influência e comando de Lucas de Siqueira Franco, que em resposta à nomeação da primeira Câmara, composta pelos Pires, elegeu a primeira Câmara somente com os partidários dos Camargos. Frutuoso Furquim de Campos recorreu ao ouvidor e conseguiu a anulação do pleito e a realização de novas eleições, onde a influência de Lucas de Siqueira Franco ainda prevaleceu, assim como nas eleições seguintes, em 1772. 

- A Câmara de Atibaia solicita ao governador geral a nomeação de Lucas de Siqueira Franco para o cargo de capitão-mor. Por instâncias de Frutuoso Furquim junto ao governador da capitania a nomeação foi para o posto de sargento-mor. O golpe foi grande pois todas as freguesias ao serem elevadas à categoria de vila recebiam, imediatamente, um capitão-mor. A patente inferior, porém, não chegou a abalar o prestígio político de Lucas de Siqueira Franco, para desespero de Frutuoso Furquim de Campos.

1772 - Por ordem do governador geral, os irmãos José Félix Cintra e o capitão Francisco Lourenço Cintra organizam em Atibaia uma bandeira de 100 homens com destino aos sertões de Iguatemi, no Mato Grosso. Na volta, os bandeirantes estabeleceram-se definitivamente na cidade, em 1776, dando origem a uma grande descendência que, entrelaçada aos descendentes de Lucas de Siqueira Franco, monopolizou por mais de um século o governo em Atibaia. Da união destas duas famílias - Cintra e Siqueira Franco - origina-se grande parte dos atibaianos de raiz, da qual descende vários deputados provinciais: Jacinto José Ferraz de Araújo (Cintra), Joaquim Floriano de Araújo Cintra, Florêncio de Araújo Cintra (suplente), todos filhos do alferes Jacinto José de Araújo, netos paternos do capitão Francisco Lourenço Cintra e netos maternos do 2º capitão-mor Francisco da Silveira Franco, pai do último capitão-mor Lucas de Siqueira Franco. Outros deputados provinciais da família são: Antônio Francisco de Araújo Cintra, Evaristo de Araújo Ferraz, todos naturais de Atibaia e descendentes da união das duas famílias. 

31 de janeiro - Lucas de Siqueira Franco é nomeado sargento-mor. 

1773 - Bartolomeu Bueno de Siqueira e seu irmão Pedro de Moraes Siqueira organizaram em Atibaia uma bandeira para o sertões dos Cataguases, onde tiveram que lultar com os bravos índios que lá viviam, vindo a falecer Pedro. 

1775 / 03 de janeiro - O Morgado Matheus envia ordem ao sargento-mor de Atibaia para que os lavradores de trigo fossem para São Paulo, no prazo de 8 dias, vender os seus trigos na Capital, pela falta do produto na vila e notícia de que atravessadores estavam adquirindo trigo em Atibaia para vender em Minas Gerais. 

08 de maio - Nomeação de Lucas de Siqueira Franco para o cargo de primeiro capitão-mor de Atibaia, sendo o representante direto do governador geral na cidade, passando a ser a maior autoridade civil e militar da vila, cargo que ocupou até a morte. "Dentre as várias competências do capitão-mor estavam a de poder proceder às doações de terra (sesmarias) para pessoas que considerassem merecedoras. Também detinha a autoridade para proferir sentenças de execução referentes às penalidades pelo não cumprimento de suas ordens. Era substituído pelo sargento-mor se fizesse necessário". Os Siqueira Franco monopolizaram a política da Vila de Atibaia, ocupando todos os postos importantes durante décadas. Os quatro capitães-mor eram membros dessa importante família. 

04 de dezembro - Início da vida pública de Francisco da Silveira Franco como capitão das Ordenanças; posteriormente o 2º capitão-mor de Atibaia. 

1783 - Morre o capitão-mor de Atibaia, sendo nomeado para substituí-lo seu filho Francisco da Silveira Franco, que assume como segundo capitão-mor em 25/07/1783. 

1789 - Ângelo Batista, residente em Atibaia, foi o descobridor e primeiro fundador da região de minas de Ouro Fino (MG). 

1795 - Início da construção dos altares da Igreja Matriz, por José Francisco de Oliveira. 

1797 - Término da construção dos altares da Igreja Matriz de São João Batista. A freguesia de São Carlos é elevada à vila. Muitos atibaianos participaram da formação daquela vila, hoje cidade de Campinas. 

17 de outubro - Atibaia sofre a primeira modificação em seu território com a criação da vila de Nova Bragança, na antiga freguesia atibaiana de Conceição do Jaguari, apesar dos protestos da Câmara atibaiana, que não concordava com o desmembramento daquela freguesia. 

Século XIX

1801 - Morre o segundo capitão-mor Francisco Silveira Franco, assumindo como terceiro capitão-mor seu irmão José de Siqueira Franco. 

1801 a 1810 - Vários atibaianos das mais tradicionais famílias deixam sua terra natal para morar na nova Vila de São Carlos, hoje Campinas/SP. 

1807 / 07 de janeiro - O capitão atibaiano Lourenço Franco da Rocha e sua mulher doam, por escritura pública, uma gleba de terras no bairro de Campo Largo para a construção de uma capela sob a invocação de Nossa Senhora do Carmo de Campo Largo. É ele considerado como o fundador da hoje cidade de Jarinu. 

1821 / 21 de julho - A Câmara e os mais destacados moradores de Atibaia, juram obediência à Constituição Liberal Portuguesa. 

23 de agosto - Morre o terceiro capitão-mor José de Siqueira Franco, assumindo o cargo de quarto e último capitão-mor, seu sobrinho e filho do segundo capitão-mor e na época sargento-mor, Lucas de Siqueira Franco, neto do homônimo e primeiro capitão-mor de Atibaia. 

1822 / 05 de outubro - Reúnem-se a Câmara Municipal e o povo de Atibaia em sessão especial para estabelecer os festejos comemorativos da Independência e aclamação do primeiro imperador do Brasil, D. Pedro I.

1824 - Chegada do primeiro morador italiano em Atibaia. Erra um mascate de nome Antônio Fontana, que logo montou um bazar no Largo da Matriz e, posteriormente, adquiriu um sítio a uns três km da ponte do rio Atibaia, formando ali uma lavoura que tornou-se o bairro dos Fontanas. 

12 de abril - Juramento das bases da primeira Constituição Brasileira pelos atibaianos, no altar mor da Igreja Matriz, depois de missa solene cantada por três padres, que foram os primeiros a proceder ao juramento, seguindo-se toda a população. 

1828 / 01 de outubro - A Lei Imperial dessa data instituiu a "Lei Orgânica" das câmaras municipais, estabelecendo novos regulamentos e princípios relativos à estrutura administrativa das cidades.

1829 - A partir deste ano as corporações administrativas das vilas passam a ser eleitas para mandatos de quatro anos. Em substituição aos juizes ordinários foi criado o cargo de presidente da Câmara Municipal, que era ocupado pelo vereador mais votado e, em sua falta, por outros vereadores, obedecendo sempre a ordem de voto nas eleições. O vereador mais votado e portanto o primeiro presidente da Câmara Municipal para o mandato de 1829/32 era o quarto e último capitão-mor, Lucas de Siqueira Franco, que renunciou ao cargo e foi substituído por Jacinto José Ferraz de Araújo Cintra. As vilas passaram a ter sete vereadores e as cidades nove. Foi criada a Guarda Nacional. A figura do capitão-mor passa a ser meramente ilustrativa. A Justiça personifica-se no Juízo Municipal, sendo criada a figura do juiz de Paz que dirime as pequenas contendas, desvinculando, portanto, as atribuições de jurisdição contenciosas das câmaras municipais. 

1830 / 02 de setembro - O bairro de Santo Antônio passa a ter capela curada, passando a se chamar Santo Antônio da Cachoeira, hoje Piracaia. 

12 de outubro - O bairro de Campo Largo (Jarinú), passa também a ser capela curada. 

1833 / setembro - Atibaia foi designada para "cabeça de termo" (sede de comarca), apesar dos protestos do povo bragantino.

1834 / dezembro - Realização das eleições para a primeira Assembléia Provincial, na qual foi eleito o atibaiano Jacinto José Ferraz de Araújo (Cintra). 

1835 / 01 de fevereiro - Instalação da primeira Assembléia Legislativa Provincial, formada por 36 deputados. Entre eles, Jacinto José Ferraz de Araújo (Cintra), eleito pelo Partido Liberal. Foi deputado de 35 a 37; suplente em 38/39 e 40/41, (as eleições para Assembléia eram bienais); novamente eleito deputado em 42/43, portanto o primeiro deputado provincial atibaiano. Jacinto José Ferraz de Araújo (Cintra) nasceu em Atibaia em 1802 e era filho do alferes Jacinto José de Araujo Cintra, fundador e líder por muitos anos do Partido Liberal em Atibaia.

1836 - Fica pronta a nova Câmara e Cadeia - prédio onde hoje está instalado o Museu Municipal João Batista Conti. 

1836 / 05 de março - A capela curada de Santo Antônio da Cachoeira (Piracaia) é elevada à categoria de freguesia. 

1837 - Desmembramento de Atibaia do Juízo Cível de São Paulo. 

1841 - O Partido Conservador sobe ao poder no cenário político nacional, após a queda do gabinete maiorista. Com a maioridade, em 1840, do Imperador D. Pedro II, voltou a funcionar também o Conselho do Estado, extinto pelo Ato Adicional de 1834. Em algumas regiões do país, particularmente em Minas e São Paulo, municípios mais antigos eram geridos desde os seus primórdios pelas elites locais e, em geral, bem administrados. Inconformados com a cassação de direitos que consideravam fundamentais e temendo que a reforma constitucional eternizasse os conservadores no poder, os liberais não vislumbravam outra alternativa senão a insurreição. 

1842 - Atibaia obtém um Juiz Municipal e de Órfãos. Início da Revolução Liberal na cidade, chefiada no âmbito nacional pelo ex-presidente da Província de São Paulo, o cel. Rafael Tobias de Aguiar contra o Poder Central. Em Atibaia, o chefe do Partido Liberal era Jacinto José de Araújo Cintra, ligado ao cel. Tobias Aguiar e que fez com que Atibaia tomasse oficialmente partido dos liberais, juntamente com as vilas de Itu, Sorocaba e Campinas, esta mais nova, mas cuja população em boa parte era oriunda de Itu. Em Atibaia, chefiavam a rebelião: major Joaquim de Araújo Cintra, José da Silveira Campos, "José Lucas", José Bueno de Campos, Francisco Bueno de Aguiar e Castro, Teodoro Bueno de Aguiar e Castro, João Bueno de Aguiar, Leonardo José Pedroso, Joaquim da Silva Porto, capitão Jacinto Alves do Amaral, Eugênio de Siqueira, Frutuoso de Lima, José Antônio de Camargo, Felisberto Pires, Francisco Lourenço da Rocha e cel. Manoel Jorge Ferraz. Há documentos sobre a prisão do cel. Manoel Jorge Ferraz e do Padre Antônio Mello e Silva. Houve vários registros de conflitos entre os conservadores e os liberais na Vila de Atibaia. Entretanto, os liberais da cidade ficaram por pouco tempo fora do poder, que logo voltou a ser exercido pelos membros da importante família Cintra, detentora do domínio político desde as primeiras décadas do século XIX, juntamente com os descendentes dos capitães-mor (família Siqueira Franco), que governaram Atibaia no século XVIII. 

1842 / 05 de fevereiro - Pela Lei nº 3, a capela curada de Campo Largo é elevada à categoria de freguesia e incorporada à vila de São João Batista de Atibaia. 

24 de abril - O presidente da Câmara, José Jacinto de Araújo Cintra, pertencente ao Partido Liberal, não comparece ao Paço Municipal para a sessão extraordinária de posse de alguns cargos dos membros do Partido Conservador, alegando moléstia. Consequentemente, a sessão foi adiada para o dia 02/05/1842. 

02 de maio - Os conservadores promovem passeata nas ruas da cidade empunhando armas de fogo e espadas desembainhadas, lançando insultos aos liberais que iam revidando, quando o Juiz Municipal (Francisco Lourenço Cintra) e outras pessoas influentes acalmaram os ânimos. A sessão extraordinária de posse dos conservadores deu-se na casa do presidente da Câmara e não no prédio da mesma em razão do grande tumulto provocado pelos conservadores que, segundo boatos, queriam assassinar alguns membros da Câmara e pessoas influentes do partido maiorista, (que era o liberal, chefiado na époc pelo alferes Jacinto José de Araújo Cintra e seus filhos). 

04 de maio - A Câmara Municipal foi cassada devido ao seu "... repreensível comportamento e flagrantes desobediências", uma vez que a Casa, ao tomar partido liberal, recusou-se a obedecer às ordens imperiais, cujo gabinete era conservador. 

1844 - Atibaia perdeu a freguesia de Campo Largo que passou para o termo de Jundiaí, recuperando dois anos depois a reintegração da mesma. 

24 de junho - Após o fracasso da Revolução Liberal, veio a anistia e a Câmara reassumiu suas funções. 

1846 - Joaquim Floriano de Araújo Cintra, natural de Atibaia, onde foi batizado em 1813, filho do alferes Jacinto José de Araújo Cintra e irmão do primeiro deputado provincial de Atibaia, Jacinto José Ferraz de Araújo (Cintra), toma posse como segundo deputado provincial atibaiano, sendo reeleito no biênio seguinte (1848/49). Joaquim Floriano de Araújo Cintra advogou por muitos anos no Rio Grande do Sul e residia em Itapira/SP. No mesmo ano, seu outro irmão, Florêncio de Araújo Cintra, também natural de Atibaia, onde foi batizado em 1897, tornou-se suplente de deputado provincial. 

1850 - Ingressa na Assembléia Provincial do Estado o terceiro deputado atibaiano, Antônio Gonçalves Barbosa da Cunha, filiado ao Partido Conservador. Foi deputado em 50/51, 52/53, 54/55, 56/57, 1860/61 e 1862 a 1863, portanto por seis mandatos. Foi também o único atibaiano eleito deputado à Assembléia Geral (hoje deputado federal), onde se destacou por seus dotes oratórios e erudição. Faleceu na capital federal (Rio de Janeiro) em 1869. Atibaia passou a fazer parte do termo de Bragança Paulista. 

10 de junho - A freguesia de Nazaré é elevada à Vila e Atibaia perde, pela segunda vez, parte de seu território original, acontecendo também a divisão entre as paróquias. Bom Jesus da Cana Verde, hoje Bom Jesus dos Perdões, ficou fazendo parte da nova vila de Nazaré no desmembramento. 

1851 / 08 de janeiro - A cabeça do termo é transferida para Bragança Paulista. 

14 de julho - Criação da primeira Escola Pública Feminina em Atibaia. 

1853 - Início da vida pública de José Alvim de Campos Bueno, como suplente de Fiscal, um dos mais destacados e prestigiados políticos atibaianos do século passado. Ocupou quase todos os cargos da administração pública na cidade. Sua descendência deteve o domínio político da cidade entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX. 

1856 - Atibaia volta a ser cabeça de termo. 

1857 - Eleição do atibaiano Evaristo de Araújo Cintra como suplente de deputado provincial, 58/59, pelo Partido Liberal. 

1858 - Formação de um movimento popular, chefiado pelo vereador José Lucas, visando o início de uma grande reforma na Igreja Matriz, então em ruínas. Foi executada por escravos que formaram uma fileira de um quilômetro, da olaria do moinho até a matriz e, de mão em mão, foram jogando os tijolos e as lenhas, até o término da obra. E assim, a igreja outrora de dois corpos (a nave espacial e a capela mor) passou a ter o formato da atual. Neste mesmo ano um grupo de atibaianos, também chefiados por José Lucas, reorganizam a irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e começam a reforma da igreja. Faziam parte da comissão que reorganizou a Irmandade e a reforma: José Lucas, Salvador Ribeiro de Toledo Santos, Francisco Soares Muniz, Manoel Jacinto Peçanha, Francisco de Sales, Albino José Barbosa, Tomás Gonçalves Barbosa Cunha, Luiz Joaquim Lodovico, Furtunato Manoel Rodrigues, José Pires Cardoso, Francisco José Teixeira, Antônio Pereira de Andrade, Jacinto Manoel Leite, Benedito Rodrigues Cardoso e João Francisco de Araújo Cintra. Era capelão do Rosário o padre João Mariano do Prado. Esta comissão atuou até o ano de 1870. 

1859 - Atibaia é incorporada novamente à Comarca de Bragança, tendo obtido no ano anterior um juiz togado e a reintegração de Nazaré e Santo Antônio da Cachoeira como parte de seu termo (comarca). No dia 24 de março, a freguesia de Santo Antônio da Cachoeira (Piracaia) é elevada à categoria de vila e desmembrada de Atibaia que sofre a terceira modificação no seu território. 

1861 / 15 de outubro - Eleição do quarto atibaiano deputado provincial, o advogado Manoel Jacinto de Araújo Ferraz, pelo Partido Liberal de Atibaia. Nascido em 1834, era o filho mais novo do cel. Manoel Jorge Ferraz, de quem, juntamente com seu irmão Lucas de Siqueira Franco Neto, herdou a chefia do Partido Liberal na cidade. Também foi por muitos anos vereador e presidente da Câmara. Faleceu em Atibaia, em 15/03/1901. 

1862 - Toma posse como deputado provincial para o biênio 62/63 (sendo reeleito em 64/65), Manoel Jacinto de Araújo Ferraz. Seu pai, Manoel Jorge Ferraz, era irmão do primeiro deputado provincial de Atibaia. Outro atibaiano de nascimento fez parte da Assembléia Provincial em 1862/63: Evaristo de Araújo Cintra, quinto atibaiano deputado provincial, também pelo Partido Liberal, residente em Mogi-Mirim, por onde se elegeu; era filho de Francisco Lourenço de Araújo Cintra (irmão do cel. Manoel Jorge Ferraz). Portanto, a Assembléia Provincial, naquele biênio teve a participação de dois atibaianos que eram primos. 

1864 / 22 de abril - Pelo decreto do governo provincial nº 26, Atibaia é elevada à categoria de cidade. 

18 de agosto - Realizam-se pela Igreja Matriz as eleições para vereadores e juizes de Paz. Desta eleição decorreu grande tumulto devido ao conflito entre os membros do Partido Conservador, vitorioso, e os membros do Partido Liberal, que sempre se haviam mantido no poder.

18 de setembro - Em sessão extraordinária, a Câmara Municipal faz a instalação da cidade: "Está inaugurada a cidade de São João Batista de Atibaia". 

1865 - Conclusão da segunda grande reforma na Igreja Matriz, sob o comando do presidente da Câmara José da Silveira Campos, o "José Lucas" (um dos filhos do último capitão-mor Lucas de Siqueira Franco). As comemorações foram intensas durante a semana santa daquele ano. Data desta reforma a inclusão de sua torre.

24 de maio - Criação do primeiro colégio de meninas, dirigido por Madame Arpenans, onde se ministrava o ensino de português, francês, música, desenho, prendas domésticas, etc. 

1866 - Morre o grande líder e último capitão-mor Lucas de Siqueira Franco, aos 93 anos de idade, com cerca de quatrocentos descendentes à época, segundo o genealogista Silva Leme. Todos os atibaianos de raiz estão, por algum ramo, ligados ao clã Siqueira Franco, isto é, capitães mor. Lucas de Siqueira Franco foi batizado em Atibaia, em 1773, com o mesmo nome de seu avô paterno que fora o primeiro capitão-mor de Atibaia e inesquecível patriarca do clã Siqueira Franco. Casou-se em 1794 com Ana Gabriela Campos e Vasconcellos, filha do mais sério adversário político de seu ilustre avô, Frutuoso Furquim de Campos, cujo nome está ligado à história de Atibaia, na segunda metade do século XVIII. Em 1821, foi solenemente empossado capitão-mor, cargo que exerceu até 1828, ano da reforma no sistema administrativo do Império que extinguiu as funções dos capitães-mor, porém conservou-lhes o título. Continuou interferindo na vida política da cidade até seu falecimento. Concorreu sempre a cargos eletivos, sendo sempre o mais votado ou um dos mais votados. Foi o primeiro presidente da Câmara Municipal, de 1829 a 1832 e, segundo Waldomiro Franco da Silveira, renunciou logo em seguida. Tomou parte da revolução liberal de 1842, juntamente com seus filhos, genros, primos e netos. Foi também líder do Partido Liberal de Atibaia. 

1868 - Eleito para a Assembléia Provincial o sexto atibaiano de nascimento, Antônio Francisco de Araújo Cintra, representando a cidade de Amparo. Nascido em 1835, era filho do tenente coronel Francisco Lourenço de Araújo Cintra - este irmão de Manoel Jorge Ferraz e de Jacinto José de Ferraz de Araújo (Cintra), primeiro deputado provincial de Atibaia. Foi representante de Mogi Mirim na célebre Convenção de Itu. Tornou-se também senador estadual de 1894 a 1896. 

1872 / 18 de novembro - Realiza-se na Igreja da Matriz a eleição municipal para vereadores e juizes de Paz, havendo grande conflito entre os conservadores, que ganharam as eleições, até então ganhas quase sempre pelos liberais. Durante muito tempo se intensificou na cidade a separação entre liberais e conservadores, mesmo havendo laços familiares entre os dois grupos. Os conservadores cercaram o casarão onde se reuniam os liberais: Lucas de Siqueira Franco Neto (presidente da Câmara Municipal), Manoel Jacinto de Araújo Ferraz (primeiro juiz de Paz e presidente da mesa paroquial), capitão Salvador Ribeiro de Toledo Santos (terceiro juiz de Paz), José Alvim de Campos Bueno, alferes João Francisco Bueno de Aguiar, Luiz Ezequiel da Câmara e Vicente de Carvalho. 

1873 / 18 de abril - A célebre Convenção Republicana de Itu teve a participação de três atibaianos liberais, representantes de outras vilas: capitão Landislau Antônio de Araújo Cintra e Antônio Francisco de Araújo Cintra, representantes de Mogi-Mirim, e Tristão da Silveira Campos, representante de Amparo. Há anotações de que o capitão Landislau Antônio de Araújo Cintra também representou a cidade de Atibaia. 

23 de junho - Na casa de Eleutério de Araújo Cintra, em reunião presidida por José Inácio da Silveira, os maçons e republicanos de Atibaia elegeram como representantes da cidade para o Congresso Republicano Provincial, o recém chegado advogado Olímpio da Paixão e, com seu suplente, o padre João Mariano do Prado.

1876 a 1879 - Muda-se de Atibaia para Itapira (SP), então município de Amparo, Lucas de Siqueira Franco Neto, penúltimo filho do cel. Manoel Jorge Ferraz, nascido em Atibaia em 1832. Foi, durante cerca de 20 anos, chefe do Partido Liberal em Atibaia e presidente da Câmara de 1871 a 1876, tendo ocupado várias vezes a presidência da Câmara no período de 1865 a 1870 por ser o segundo vereador mais votado em substituição ao seu tio, o então presidente José Lucas. Faleceu em sua fazenda Engenho das Palmeiras, "Engenho Velho", Itapira, em 1910. Essa fazendo histórica, de mais de duzentos anos, foi fundada pelo atibaiano alferes Jacinto José de Araújo Cintra e passa para seu filho, Manoel Jorge Ferraz. Quando da morte de Gertrudes da Silveira Campos, prima e viúva do cel. Manoel Jorge Ferraz e filha do último capitão mor de Atibaia, Lucas de Siqueira Franco, decidira-se que Manoel Jacinto de Araújo Ferraz ficaria com os bens de Atibaia e Lucas Neto com a fazenda em Itapira, pois este estava muito desgostoso com o rumo revanchista da política local. Esta fazenda foi utilizada pela Rede Globo de Televisão nas filmagens da novela Rei do Gado.

1877 - Atibaia perdeu Santo Antônio da Cachoeira, que passou para a comarca de Bragança. 

1878 / 22 de dezembro - Início dos trabalhos do ramal da estrada de ferro bragantina. 

1880 / 22 de abril - Atibaia foi transformada pela primeira vez em Sede de Comarca, pela Lei nº 97, com os termos reunidos de Atibaia e Santo Antônio da Cachoeira, constituindo a 46ª comarca da província. 

1883 - Primeiras denominações oficiais das ruas da cidade. Profundas modificações foram introduzidas no sistema eleitoral com a promulgação da célebre Lei Saraiva. Primeiras denominações oficiais das ruas da cidade. Profundas modificações foram introduzidas no sistema eleitoral com a promulgação da célebre Lei Saraiva.

1883 a 1886 - Neste quadriênio, a Câmara Municipal era composta por cinco vereadores liberais: José Ignácio da Silveira (presidente), Antônio Gabriel do Amaral, Francisco José da Silveira Pinto, Miguel Pereira da Silva e Belisário Francisco de Camargo, e quatro conservadores: Pedro Cunha, Pedro Alexandrino Leite, Lourenço Franco da Silveira e Olímpio da Paixão que, embora republicano, atuava ao lado dos conservadores. Os liberais, embora maioria, não conseguiram manter o domínio político do município que, com exceção aos raros e curtos períodos de domínio conservador, era sempre dominado por eles. Isto se devia, entre vários outros fatores, à atuação de Belisário de Camargo que, mesmo liberal, tinha atuação independente e, não raro, apoiava as indicações provindas dos conservadores. Após este período, os liberais voltaram a dominar politicamente a cidade até a proclamação da República, quando ficaram totalmente aliciados do poder. Os partidários do Partido Liberal voltaram ao domínio político do município após a vitória nas eleições da primeira Câmara do novo regime (1992), todavia, não mais como liberais, mas como membros do PRP (Partido Republicano Paulista). 

1884 / 06 de agosto - Inauguração do ramal férreo bragantino em Atibaia, concluído pelo bragantino Luiz Gonzaga da Silva Leme, autor da genealogia paulistana, grandiosa obra genealógica em nove volumes. Há registros que a inauguração ocorreu em 04/05/1884. 

Novembro - O Conde D'Eu passa por Atibaia (estação Caetetuba) em viagem com destino a Bragança Paulista.

1885 - Construção do primeiro coreto da cidade, na Praça da Matriz. 

1886 / 15 de abril - O advogado Olímpio da Paixão e outros vereadores neo-republicanos batem-se duramente, em sessão da Câmara Municipal, pela libertação dos escravos. 

12 de novembro - Em viagem à Bragança Paulista, o imperador D. Pedro II e sua esposa Dona Tereza Cristina, são recebidos às 9 horas e 30 minutos com festa na estação de trens da cidade (Caetetuba), onde se encontravam autoridades, banda de música e muitos populares. 

1889 / 21 de novembro - Reúne-se a Câmara Municipal, de maioria liberal, para aderir à recém proclamada República, com passeata pela cidade, promovida por Olímpio da Paixão. O Partido Liberal era chefiado por José Alvim de Campos Bueno e o Partido Conservador por Lourenço Franco da Silveira. 

05 de dezembro - Enviado ao governador da província, Prudente de Moraes, uma moção de solidariedade ao novo regime, assinada por vários atibaianos republicanos, encabeçada por Olímpio a Paixão. 

08 de dezembro - Três dias após a manifestação dos republicanos a favor do novo regime, Lourenço Franco da Silveira, chefe do Partido Conservador, também faz um manifesto de apoio ao novo regime, que segue endossado por muitos cidadãos.

28 de dezembro - Reúnem-se na casa de Lourenço Franco da Silveira inúmeros cidadãos para fundar o Centro Republicano Federal de Atibaia. A agremiação reunia os adesistas ao novo regime, promovida pelos republicanos e membros do antigo Partido Conservador, na expectativa de galgarem o poder. Sob a presidência de Olímpio da Paixão, foram eleitos seis membros para formar a comissão executiva: João Ribeiro (54 votos), Lourenço Franco da Silveira (54 votos), José Gonçalves de Oliveira Cunha (50 votos), Olímpio da Paixão (42 votos), Guilherme Gonçalves da Cunha (36 votos) e Miguel Vairo (32 votos). 

1890 / 21 de janeiro - Dissolução da Câmara Municipal através de decreto governamental e nomeação do Conselho de Intendência que, além do órgão Legislativo Municipal, tornou-se responsável pela vida político-administrativa da cidade até sua extinção em 29/09/1892. Faziam parte do conselho: Olímpio da Paixão (presidente). José Gonçalves de Oliveira Cunha (vice-presidente), Miguel Vairo, Benedito Franco da Silveira e José Antônio Castro Fafe. Portanto, o Conselho da Intendência foi formado inicialmente pelos autênticos republicanos e pelos antigos membros do Partido Conservador. Também fizeram parte do Conselho de Intendência, através de outras nomeações em substituição aos já citados, os seguintes membros: Salvador Teixeira do Nascimento, Pedro Soares de Moura, Antônio Soares do Amaral, João Maria de Oliveira Saldanha, Honorato José de Oliveira Simas, Antônio de Aguiar Peçanha, Joaquim Francisco da Silveira Leite, Juvenal Alvim e Benedito de Almeida Bueno. Com a extinção do Conselho de Intendência foi eleita nova Câmara Municipal. 

26 de janeiro - Ante a movimentação de adesões do Partido Conservador, que assumia a direção política do município, o chefe do Partido Liberal, José Alvim de Campos Bueno, adere ao Partido Republicano e constitui o diretório municipal formado pelos cidadãos: capitão José Alvim de Campos Bueno, capitão João Pires de Camargo, Porfífio Bueno de Aguiar, Antônio Faustino da Silveira, Thomé da Silveira Franco e Flórido José Batista. 

05 de agosto - Circulação da primeira edição do primeiro jornal da cidade, "O Itapetinga", que tinha como redator literário Afonso José de Carvalho e como redator político Olímpio da Paixão. Circulou durante dois anos. 

13 de novembro - Promulgação da Lei nº 16, que tratava da organização dos municípios do estado de São Paulo, com parte das reformas político-administrativas necessárias após a proclamação da República. A lei determina que o município seria governado pelo seu Legislativo (Câmara Municipal), que elegeria anualmente, entre seus pares, um executor administrativo que receberia o nome de Intendente Municipal. 

1892 / 29 de novembro - Toma posse o primeiro intendente municipal eleito pela Câmara, José Francisco de Campos Bueno, o "José Bim". 

1895 / 11 de novembro - Inauguração do sistema de água encanada, com a abertura da torneira do primeiro chafariz pelo presidente da Câmara. 

1897 / 01 de agosto - Fundação do Clube Recreativo Atibaiano. O primeiro presidente foi o juiz de Direito da comarca, Carlos Samuel de Araújo. 

1900 / abril - Abertura do Cemitério Municipal São João Batista em substituição ao cemitério da fábrica, que se localizava no quarteirão onde hoje encontra-se a escola "José Alvim". 

Século XX

1901 / 17 de fevereiro - Publicação da primeira edição do centenário jornal "O Atibaiense", de propriedade de José Antônio da Silveira Maia. 

24 de novembro - Inauguração da rede telefônica. O primeiro telefone era propriedade de José Antônio da Silveira Maia, que ligava a cidade à estação de Caetetuba. 

1902 / 04 de abril - Morre o tenente-coronel José Alvim de Campos Bueno, também conhecido como "Nhô Bim", descendente em linha direta de Jerônimo de Camargo. Foi o último chefe político do Partido Liberal, que passou a se chamar no regime republicano, Partido Republicano Paulista (PRP), foi suplente de vereador em 1860 (assumindo em 1862) e eleito em 1864 e 1868. Foi substituído no comando político por seus filhos José Bim e major Juvenal Alvim. 

1903 / 01 de maio - Iniciam-se as obras do grupo escolar na Praça do Rosário, hoje Guilherme Gonçalves.

1905 / 17 de junho - Inaugurado o Grupo Escolar, que em 15/03/1906, por ato do presidente do estado, Jorge Tibiriçá, recebe o nome de "José Alvim". 

20 de dezembro - Pela Lei Estadual n º 975, São João Batista de Atibaia passa a se chamar somente Atibaia. 

1906 / 14 de janeiro - Fundação da Società Italiana di Mutuo Socorro, tendo como primeiro presidente Francisco Pierotti. 

07 de novembro - Promulgação, pelo prefeito, da Lei Municipal nº 100, que institui o ensino obrigatório no município de Atibaia. 

19 de dezembro - Promulgação da Lei nº 1038 reformulando a organização municipal. Entre outras mudanças, desvinculou o Poder Legislativo da Administração Municipal, que seria exercida pelo prefeito municipal, agora eleito pelo povo. 

1907 - Instalação do serviço de luz elétrica no município. 

1908 - A Igreja da Matriz recebe a imagem de São João Batista doada por João Pires de Camargo. 

15 de janeiro - Toma posse o primeiro prefeito municipal eleito, o imigrante italiano Miguel Vairo. 

1909 / 27 de fevereiro - Inauguração da fábrica de tecidos Cia. Têxtil de São João. 

1911 - Atibaia recebe a visita do artista plástico paulista Benedito Calixto, autor do óleo com a vista panorâmica da cidade (cujo original encontra-se hoje no Clube Recreativo Atibaiano) e da famosa tela a óleo, retratando o batismo de Jesus Cristo por João Batista, que se encontra no altar mor da Igreja Matriz. 

02 de julho - Início de outra grande reforma na Igreja Matriz, com término em 1918. Esta reforma foi realizada com a finalidade de abrir os arcos existentes, aumentando o espaço interno da Igreja, removendo-se ainda o assoalho e colocando-se o piso de ladrilhos. Outras reformas, a partir desta, foram responsáveis pela descaracterização da Igreja nos anos de 1940, 1960 a 1965 e 1990. 

1913 / 24 de junho - Morre o tenente-coronel José Francisco de Campos Bueno, "José Bim" , nascido no dia 20/11/1856 em Atibaia. Foi herdeiro político de seu pai, José Alvim de Campos Bueno, último chefe do Partido Liberal e primeiro do Partido Republicano Paulista, PRP. Foi chefe do PRP, vereador, presidente da Câmara e o primeiro intendente municipal. Foi substituído na chefia política por seu irmão, major Juvenal Alvim. 

1914 - A torre da Igreja do Rosário é partida por um raio iniciando-se, então, uma reforma concluída em 1916. 

01 de fevereiro - Inauguração, com grandes festividades, da linha férrea de Caetetuba a Piracaia, seção da estrada de ferro São Paulo Railway, ramal bragantino. 

08 de novembro - Inauguração da Santa Casa de Misericórdia, sendo seu primeiro provedor o major Juvenal Alvim. 

1916 / 31 de maio - Benção solene da Igreja do Rosário, totalmente reformada com uma nova torre no centro do frontispício, a qual foi demolida em 1953. 

04 de junho - Passa por Atibaia o pai da aviação, Santos Dumont. 

1918 - Alargamento das ruas transversais do centro da cidade. 

1920 - Inauguração do Hotel Municipal, construído pela Câmara Municipal. 

1921 / 01 de setembro - Divulgação do recenseamento federal informando a população de Atibaia: 15.305 habitantes e 2.241 estrangeiros, enquanto que o então distrito de Jarinú possuía 5.960 habitantes e 1.166 estrangeiros. 

1927 - Instalação do primeiro aparelho de rádio para a população, na casa Russomano, de Atílio Russomano. 

30 de outubro - Inauguração da estrada de rodagem ligando Atibaia à São Paulo, com a presença do presidente do estado, Júlio Prestes de Albuquerque, e de todo seu secretariado. 

1928 - Empossado o sétimo deputado estadual atibaiano, para a legislatura de 1928/30, Zeferino Alves do Amaral, pelo PRP. 

Dezembro - Inauguração do campo de aviação, atrás do cemitério São João Batista. Inauguração do campo de aviação, atrás do cemitério São João Batista.

1929 - Instalação da Usina Elétrica e da Casa Paroquial. 

1930 - Fundação da Vila São Vicente de Paulo, pelo padre Francisco Rodrigues dos Santos e José de Aguiar Peçanha (Juca Peçanha). 

01 de fevereiro - Fundação do São João Futebol Clube, hoje São João Tênis Clube. 

1932 - A Revolução Constitucionalista contou com a participação de atibaianos, com quatro baixas: Antônio Silveira, Dulcídio Camargo Gonçalves, José Silva e Bento Soares. 

1933 - O atibaiano Joviano Alvim, filho do major Alvim, torna-se suplente de deputado estadual pelo PSD. 

1934 - Existiam em Atibaia cerca de 1.693 propriedades agrícolas, sendo seus proprietários, na maioria, imigrantes. Os principais produtos cultivados eram batata, cebola, tomate, arroz, feijão, café e milho. 

1934 / 21 de novembro - Fundação da Associação Atlética Cetebe (por Thomás dos Reis Cardoso de Almeida), que em 1965 passou a chamar Grêmio Esportivo Atibaiense. 

1936 / 09 de fevereiro - Morre o major Juvenal Alvim, nascido em 1867. Sucedeu seu irmão, José Bim, no comando político da cidade. Iniciou a vida pública como membro do Conselho de Intendência em 1892. Eleito vereador em 30/10/1898 e nas legislaturas subsequentes. Foi eleito pela Câmara o 5º intendente municipal e presidente da Câmara de 1902 a 1913. 

1937 - Início do calçamento das ruas da cidade, sendo a primeira a rua José Lucas. Existiam em Atibaia 59 casas de secos e molhados, 17 casas de tecidos e armarinhos, 15 lojas de calçados e chapéus, 27 botequins, 12 açougues e 10 padarias. 

1938 / 01 de maio - Fundação do abrigo de menores que posteriormente passou a chamar-se Lar Dona Mariquinha do Amaral, do qual o primeiro presidente foi Atílio Russomano. 

1945 / 18 de abril - Atibaia é declarada Prefeitura Sanitária - pelo Decreto Lei Estadual nº 14.660 - e Estância Hidromineral. Foi nomeado com primeiro prefeito sanitário o historiador, folclorista e ex-prefeito municipal João Batista Conti. 

14 de outubro - Retornando dos campos de guerra na Itália, os atibaianos integrantes da Força Expedicionária Brasileira são festivamente recebidos numa apoteótica manifestação popular. 

1946 - André Granja Carneiro, Cesar Memolo Júnior, Dorciozor Lino e Helvécio Scapin fundaram uma biblioteca que originou a Biblioteca Municipal Joviano Franco da Silveira. 

13 de fevereiro - Atibaia é considerada Estância Hidromineral pelo Decreto Lei Estadual nº 15.717. 

26 de outubro - Início da campanha para o Ginásio Atibaiense, cuja aula inicial se deu em 09/03/1948 pelo senador Lino de Matos. Hoje Escola Estadual "Major Alvim". 

1947 - Com a importante ajuda de seu irmão José Pires Alvim, o "Zezico Alvim" - líder político na época, em Atibaia - Joviano Alvim é eleito deputado estadual por Atibaia, pelo PSD, para a legislatura de 1947/51. Os dois eram filhos do major Juvenal Alvim. Foi o último dos oito atibaianos eleitos deputados provinciais ou estaduais; sendo destes: Jacinto José Ferraz de Araújo (Cintra), Manoel Jacinto de Araújo Ferraz, Zeferino Alves do Amaral e Joviano Alvim. Os outros quatro - Antônio Gonçalves Barbosa da Cunha, Joaquim Floriano de Araújo Cintra, Evaristo de Araújo Cintra e Antônio Francisco de Araújo Cintra - embora atibaianos de nascimento, não foram eleitos por Atibaia e nem a representavam. 

1948 / 28 de outubro - Fundação da Associação Industrial e Comercial de Atibaia. Atílio Russomano foi o primeiro presidente. 

24 de dezembro - Atibaia sofre novamente uma redução de seu território com a criação da cidade de Jarinu, através da Lei nº 233. 

1949 / 11 de setembro - Inauguração da "Maternidade Dr. Paulo Pires de Camargo" e do aparelho de Raio -X da Santa Casa. 

1952 / 13 de dezembro - Criação do Museu Municipal, pela Lei Municipal nº 239. 

1953 - Atibaia conta com uma população em torno de 18.000 pessoas, sendo 7.300 residentes na zona urbana. 

1954 / 21 de junho - Instituição do Brasão de Armas de Atibaia pela Lei Municipal nº 282, de autoria de Enzo Silveira. 

24 de junho - Inauguração dos novos prédios da Câmara, Fórum e Prefeitura Municipal, onde ainda funcionam os três poderes, pelo então governador Lucas Nogueira Garcez. Também é inaugurado o Museu Municipal, que em 03/03/61, através da Lei Municipal, passa a chamar-se "Museu Municipal João Batista Conti". 

26 de dezembro - Inauguração e bênção da Igreja do Rosário, completamente reformada, com duas torres. 

05 de novembro - Inauguração da Rádio Técnica Atibaia, fundada por Ciro da Rocha Lima. 

1955 - Tombamento da Casa da Câmara e Cadeia, localizada na praça Bento Paes, onde hoje é o Museu Municipal João Batista Conti. 

1957 / 17 de setembro - Fundação do Sindicato do Comércio Varejista. 

1958 - Início das obras de restauração da Casa da Câmara e Cadeia, pela diretoria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional do Ministério da Educação e Cultura.

14 de janeiro - A emenda na Constituição Estadual, nesta data, determinou eleições para prefeitos, na capital e nas estâncias, voltando o cargo a denominar-se "prefeito municipal" . Eleito o primeiro prefeito municipal desta nova fase, o ex-prefeito sanitário Marco Vinício Chiocchetti (58 a 62), seguido por Geraldo da Cunha Barros (62 a 64) e Antônio Júlio de Garcia Lopes (66 a 70). Após o término do mandato de Antônio Júlio de Garcia Lopes (66 a 70) os prefeitos voltaram a ser nomeados, em decorrência do regime militar. 

1959 / 01 de julho - Inauguração do trecho da rodovia Fernão Dias, pelo governador Carvalho Pinto. 

1960 - Atibaia recebe, segundo estatísticas, cerca de mil turistas nos fins-de-semana, provenientes principalmente da capital do estado. 

1964 / 04 de maio - Através de decreto legislativo o prefeito municipal Geraldo Cunha Barros, eleito em 1962, é impedido de exercer seu cargo. 

08 de junho - Cassação definitiva do mandato do prefeito municipal, Geraldo Cunha Barros, e do vereador Pedro Tacco, realizada na presença de 7 dos 13 vereadores, portanto, sem quorum regimental. Geraldo Cunha Barros retornou ao cargo pela Justiça. 

30 de dezembro - Leitura da carta de renúncia do prefeito municipal Geraldo Cunha Barros em sessão especial na Câmara Municipal. A carta foi extorquida em Jundiaí (SP), para onde o prefeito fora sequestrado e torturado por militares, que obrigaram-no a assinar sua renúncia. No mesmo dia, toma posse definitivamente do cargo de prefeito, o então vice-prefeito e também ex-prefeito sanitário, Edmundo Zanoni, que exerceu o cargo até o seu falecimento em 03/10/65., quando foi substituído pelo presidente da Câmara Tito Lívio Garini, que completou o mandato. 

1965 / 23 de março - Instituição da bandeira de Atibaia pela Lei Municipal nº 837. 

1970 a 1979 - Período em que os prefeitos municipais das estâncias foram nomeados pelo governador. Em Atibaia foram nomeados: Olavo Amorim Silveira (70 a 71), Omar Zigaib (71 a 75) e José Aparecido Ferreira Franco (75 a 79). 

1975 / 17 de fevereiro - Tombamento da Casa de Júlia Ferraz (Casarão). 

1979 - As estâncias voltam a eleger seus prefeitos municipais. O primeiro prefeito desta nova fase democrática foi Takao Ono (79 a 82), seguido por Gilberto Sant'Anna (83 a 88), José Aparecido Ferreira Franco (89 a 92), Flávio Callegari (93 a 96) e Pedro Maturana (97 a 2000).

1978 / 17 de novembro - Atibaia é transformada em Estância Turística, através da lei nº 1844. Inauguração do Aeroporto Municipal "Dr. Olavo Amorim Silveira". 

1982 / 15 de novembro - O partido de oposição ao regime militar ganha o governo de São Paulo com André Franco Montoro, e em Atibaia a oposição (PMDB) também ganha, elegendo Gilberto Sant'Anna como prefeito municipal e nove dos quinze vereadores: Edson Antônio Teixeira, José Luiz Teixeira, Carmine Biagio Tundisi, Odair Bedore, Rogério Ribeiro da Silva, Domingos Gerage, Douglas Murilo Patrocínio e Mário da Silva. Os seis vereadores do partido ligado ao regime militar (Arena, depois PDS e hoje PPB) são: Pedro Maturana, Gaspar Camargo, Eurípedes Edson Ferreira da Silva, Pedro Tominaga, Kazuaki Araki e Maurício Aparecido Petrucci.

1986 / 08 de maio - Atibaia é novamente transformada em Estância Hidromineral pela Lei 5.091.

1990 / 04 de abril - Promulgação da nova Lei Orgânica do Município, elabora pela Câmara Municipal. 

1997 / 05 de maio - Morre o vice-prefeito e ex-prefeito por duas vezes (09/07/1975 a 19/05/1975 e 01/01/1989 a 31/12/1992), José Aparecido Ferreira Franco, o "Cido Franco". 

1998 / 03 de fevereiro - Atibaia é notícia em toda a imprensa nacional devido a morte e sepultamento do cantor e compositor Sílvio Caldas, que vivia há mais de 40 anos na cidade e possuía o título de cidadão atibaiense. 

1998 / 04 de junho - A Câmara Municipal cassa o mandato do prefeito municipal eleito em 1996, Pedro Maturana, por 13 votos a 4, após apurar infrações político-administrativas cometidas pela Administração Municipal. O prefeito retornou ao cargo através da Justiça, 22 dias após sua cassação. 

08 de julho - Pela segunda vez a Câmara Municipal cassa o mandato do prefeito Pedro Maturana, por 13 votos a 2, após apurar outras infrações político-administrativas. Novamente o prefeito retorna ao cargo através da Justiça após 8 dias de seus afastamento. Nos dois períodos de afastamento o prefeito Pedro Maturana foi substituído pelo então presidente da Câmara Municipal, Marcus Vinício Silveira, em razão do falecimento do vice-prefeito municipal, ocorrido em 05/05/97. 

15 de dezembro - A Câmara Municipal, através do Decreto Legislativo nº 18, anula os atos praticados em 1964, que culminaram com a cassação do mandato do então prefeito Geraldo Cunha Barros, resultando num ato político inédito da história do Legislativo Nacional. 

1999 / 0 5 de outubro - O Tribunal de Justiça do Estado afasta liminarmente o presidente da Câmara Municipal, Rogério Ribeiro da Silva, após pedido do Ministério Público - local que investigava suposta irregularidade na demissão do falso procurador contratado pela Câmara Municipal. Após 15 dias o presidente retorna à Câmara, através de medida adquirida no Tribunal. 

(pesquisa e texto de Adriano Bedore, publicado no livro "Famílias Ilustres e Tradicionais de Atibaia") 

 

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